• Leandro Sosi

Talento x Arrogância

Um dia desses, ouvindo o podcast Café Brasil - um maravilhoso podcast, diga-se de passagem - Luciano Pires citou um estudo sobre incivilidade. Nesse estudo, chegou-se à conclusão de que as pessoas geralmente preferem trabalhar com gente menos talentosa, porém de fácil trato, easy-goings e civilizadas, do que com profissionais talentosos, porém incivilizados, grosseiros e arrogantes.

Movido pela curiosidade, decidi fazer uma enquete nos stories do meu Instagram. Olha só que resultado interessante:



Que ninguém gosta de trabalhar com pessoas difíceis de lidar, não tenho a menor dúvida… mas o que me pegou de surpresa nesse estudo é o fato de que só talento realmente não adianta.


É a era do comportamento. Da civilidade. E isso é incrível. As pessoas tem preferido boa educação e boas relações humanas do que autoridades profissionais gerando conflitos por atitudes grosseiras.

Na minha enquete completamente informal, muitas pessoas me escreveram perguntando: “Poxa, não poderia ser uma pessoa talentosa e civilizada?”

Sem dúvida seria o melhor dos mundos. Duas qualidades indiscutíveis para quem deseja alcançar algum sucesso profissional e que certamente usufruirá de algumas vantagens.


Da lista de incivilidades, arrogância para mim é uma das mais intragáveis. No mundo da locução comercial e da publicidade, muitas vezes presenciamos atitudes lamentáveis causadas por egos inflados e línguas ferinas, estragando relacionamentos e negócios absolutamente prósperos. No entanto, quando colocamos uma lupa neste problema, conseguimos perceber claramente que uma atitude como a arrogância parece ter sempre tem uma raiz situada em algum medo. O arrogante clássico geralmente é aquele que alcançou um patamar e qualquer ameaça a este sentimento de superioridade é rechaçado com atitudes grosseiras. Desta maneira destrata pessoas simples, clientes pequenos, subordinados e colegas de profissão como uma válvula de escape, armando-se de ferramentas linguísticas irritantes, como a ironia.


Porém, a falta de habilidade em lidar com os próprios medos gera comportamentos que pelo visto o mundo corporativo está começando a rejeitar com mais veemência. Muito compreensível: talvez seja mais difícil alterar um comportamento do que um conhecimento. Conhecimento e habilidades podem ser desenvolvidas, já um comportamento tende a ser mais complexo, pois envolve subconsciente e muitas vezes requer ajuda profissional de um psicólogo.


As pessoas já estão cansadas e desgastadas o bastante com o volume de informação, competição, prazos insanos, falta de tempo para a família e comida de microondas. Desgastar-se ainda mais com incivilidades? Melhor não, né?


Espero que todos trabalhemos sempre com pessoas talentosas e civilizadas e vivamos no melhor dos mundos ;-)


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