• Leandro Sosi

A Julieta É pelo mundo

Há cerca de 4 meses, Julieta, minha Golden Retriever de quase 8 anos, foi diagnosticada com um pequeno tumor subcutâneo no focinho. Foi feita uma cirurgia e ela ficou fora de perigo. Mas, de agora em diante, já sabemos que ela tem o gene, e um novo tumor pode aparecer em outra parte do corpo, a qualquer momento.


Eu, confesso, levei um pequeno choque. Mergulhado no furacão de afazeres diários e hipnotizado pela rotina profissional e social, havia esquecido que cães não são para sempre.

Eu tinha que fazer alguma coisa com esse sentimento esquisito. Senti necessidade de expressá-lo. Consegui, por meio de um vídeo, com meu texto, minha voz, minha trilha musical e com imagens de arquivo da Julieta, falar um pouco sobre minha visão particular sobre o que é ter um cão.

E o vídeo, até o presente momento, alcançou, segundo dados do Facebook, 1,6 milhões de pessoas, 467 mil visualizações e 13200 compartilhamentos. Apenas 15 dias após a postagem.

Isso me fez pensar e refletir muito. Não apenas sobre como um cão presente em nossa vida pode impactá-la profundamente, mas principalmente sobre como as pessoas se identificam com sentimentos verdadeiros.


É louco, isso, né? Parei para pensar e, olhando para trás, todas as vezes em que escondi ou disfarcei um sentimento na minha vida, deu algum tipo de zica. Se não magoei alguém, gerou algum problema de saúde.


E nós fazemos isso, mesmo. O ser humano se esconde atrás de uma máscara pois sente uma necessidade evolutiva de aprovação. O problema é quando começamos a nos distanciar demais de nós mesmos, engolindo sapo atrás de sapo, colecionando frustrações. Aí a vida dá um jeito de corrigir o curso evolutivo e te presentear com uma dificuldade, seja ela com uma baita dívida no banco ou uma pedra no rim. Só pra ver se aprendemos, se reagimos.


E como eu estou chegando perto dos meus 40 anos e não quero ser presenteado com nada disso, decidi começar a me mexer. Percebi que tenho muito o que dizer, e acabei de descobrir que existem pessoas dispostas a ouvir.


Está caindo a ficha. Julieta não está viajando "pelo mundo", até porque não pretendo dar a volta ao mundo com ela. Ela está me dando uma oportunidade de contribuir com o mundo. A Julieta não "está" pelo mundo. Ela "É" pelo mundo.


Vejamos até onde isso vai chegar, porque eu já decidi que vou escolher o caminho da curiosidade, e não o do medo. 

Confira outros vídeos deste projeto na aba "Projetos Especiais >> Julieta Pelo Mundo"

#momentoplim #julietapelomundo #avozdaminhaconsciência

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